Histórias Comestíveis

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Sim, os livros nos levam a mundo inimagináveis, nos fazem criar sensações e experiências …

Confesso que em cada livro que me delicio crio cenas, imagino detalhes … e se tem algum trecho sobre comida fico a imaginar os detalhes das refeições e alimentos e, o prazer da cena criada fica ali comigo, muito tempo depois dos enredos se  desvanecerem.

O delicioso chá da tarde com Alice no País das Maravilhas, com os saborosos cupcakes ou as irresistíveis receitas de Jorge Amado em cada verso e prosa … Estas cenas me levam a lugares emocionais e acaletam meu apetite!

E não é que, pensando nessa deliciosa ideia, que Dinah Fried resolveu recriar cenas imaginárias de refeições/alimentos  da literatura e então, fotografá-las?

As fotografias desta série, pratos fictício, deliciam-se entre ícones literários e retratam as refeições dos romances:  O Apanhador no Campo de Centeio, Oliver Twist, A Garota com a Tatuagem de Dragão, Alice no País das Maravilhas e Moby Dick.

E você, tem algum livro com alguma imaginação saborosa?

Um Dia no Museu … Comestível

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De maneira irreverente, surpreendente e um pouco assustadora, um Museu do Reino Unido (St. Bartholomews Pathology Museum) resolveu inovar na maneira de ensinar um pouco sobre anatomia e doenças sexualmente transmissíveis.

Em comemorção ao dia das bruxas médicos e padeiros se uniram para este festival temático, o “Como o seu coração” (Eat your Heart),  com exposição no Museu de Patologia.

A proposta é aprender um pouco mais sobre saúde por meio de bolos um pouco incomuns, biscoitos anatômicos e cokctails surpreendentes, todas à venda. Só não sei se teria coragem de comê-las, pois pela aparência …..

A mostra é dividia em cinco seções, de acordo com o currículo de disciplinas da Faculdade de Medicina Queen Mary: sistema cardiorrespiratório, o metabolismo, o  cérebro e o comportamento, o desenvolvimento humano e o aparelho locomotor. Dentro de cada seção há folhetos informativos e fotografias correspondentes aos produtos que se encontram à venda.

O que se espera com esta ação é possibilitar um maior interesse em temas de anatomia e patologia, por exemplo, além de sensibilizar para a necessidade de doações de sangue, educar os visitantes sobre transplantes e os perigos do consumo excessivo do álcool e do cigarro.

Imagine passar um dia no museu com exibições e possíveis degustações de uma  variedade de bolos, chocolates, biscoitos e cocktails que acrescentariam sabor a qualquer casa mal assombrada?

Alguns destaques incluem: um trio de cookies feitos para olhar como os fungos infectam os dedos, glóbulos vermelhos de cupcakes, bolos de rins doentes, entre outros.

Uma assustadora tentação!

Menu de Abrir o Apetite

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Cada vez mais os celulares com câmeras embutidas ocupam lugar de destaque em nosso bolso. Ele é nosso fiel companheiro para todos os momentos de aventura.

Eu confesso ser viciada e adepta a esta mania. Tiro foto de tudo que como. O prato mal chega à mesa, e lá estou eu, pronta para agir antes mesmo da barriga roncar. Ajeito o prato, com o melhor ângulo e luz… e aí pronto, com um clique, um deleite para os meus olhos.

Muitos, assim como eu, repetem diariamente este gesto frenético recheado de simbolismo. O comer apela aos desejos e evoca os sentidos.O Comer é um ato cultural. É compartilhar momentos de prazer. É dividir experiências e sensações.

Já que estamos na era digital, o compartir ultrapassa as barreiras físicas, de encontros pessoais e se transporta para os espaços e encontros virtuais.

Este compartir de imagens já está tão popular que, na Rede Instagram, a forma mais popular de compartilhamento de imagens de celular, em apenas dois anos de existência, as fotos de comida estão onipresentes em cada clique registrado.

Há mais de 12 milhões de fotos marcadas com a hashtag “food”. Sem contar, ainda, os blogs pessoais de profissionais, simpatizantes e todos que são apreciadores do bem comer, como eu, por exemplo.

Foi partindo desta deliciosa tendência, que o restaurante Comodo, localizado no bairro Soho, em Nova York, criou o menu do seu cardápio todo em Instagram: o Menu Instagram. Todos os pratos oferecidos foram fotografados e mais, o restaurante convidou seus clientes a fotografarem os pratos usando a tag #comodomenu .

Além das fotos, é possível ver a opinião de quem comeu aquele prato. Uma iniciativa simples e gratuita, que acaba funcionando como um menu digital.

Essa iniciativa do Comodo pode também ser vista em um pequeno vídeo disponível no you tube.

E aí, gostou da ideia?

Será que essa deliciosa mania vai demorar a ser praticada entre os cardápios brasileiros?

Degustando Picuí

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  Antes de mais nada gostaria de deixar bem claro que não sou nenhuma crítica em gastronomia. Sou, apenas, apreciadora do bem comer e dos prazeres que ela me proporciona.

            Em meu blog sempre divulgo eventos interessantes que são de abrir o apetite. Porém, nem sempre consigo saboreá-los.

            Impedindo que esta estatística (a de não me deliciar com os eventos gastronômicos nos locais onde me encontro) permanecesse estática, resolvi me deliciar no Evento Dito e Dalva Picuí oferecido pelos chefs Medeiros e Atala, conforme post Maceió é Aqui!

            Tudo começou com o agendamento e reserva da mesa. Para minha surpresa as mesas para os jantares do dia 21 e 22 de outubro já estavam esgotadas. Acabei optando pelo almoço.

            Ao chegar fui recebida por Juan Corbalán, o assessor de Medeiros. Conversamos um pouco sobre o trabalho do chef, que em seguida me deixou à vontade para o deleite que iniciaria em seguida.

            A proposta do chef Wanderson Medeiros é o resgate da tradicional comida nordestina. De maneira sofisticada, leve e extremamente saborosa ele traz o nordeste em pedaços, conceituando-o como Nova Cozinha Nordestina.

            O menu degustação iniciou-se com uma entrada regada a pastéis da “Dona Inácia” (homenagem à mãe do chef). Eram três mini-pastéis: carne, queijo e camarão, acompanhados de molho de pitanga com pimenta dedo de moça, servidos em cuscuzeira artesanal.

            Por sugestão do chef, o ideal era dar a primeira mordida de cada pastel sem mergulhá-los no suave molho agridoce.

            Confesso que os pastéis estavam tão sequinhos e frescos e mais, super recheados, que se não tomasse todo o cuidado com a gula e tentação seria capaz de devorá-los em uma única mordida.

            A apresentação em si, um mimo. A cuscuzeira artesanal dava todo o toque final, remetendo ao comer caseiro, ao comfort food (comida que acalenta e tem sabor e cheiro de comida caseira, despertando todos os sentidos).

            As cuscuzeiras encontravam-se originalmente intactas, apresentando até o nome e emblema dos produtores onde foram fabricadas. Vale lembrar que elas se encontraram à venda, durante todo o evento.

            Em seguida fui agraciada pelo “Siri Perfumado”. Este, na minha opinião foi o mais surpreendente pela combinação e explosão de sabores. Uma carne de siri extremamente desfiada, úmida, levemente apimentada e super aromatizada pela água de coco e pelo azeite. Este saboroso pedacinho do mar encontrava-se sobreposto a um purê de batatas doce e com um leve toque de hortelã, incrivelmente saboroso! Uma delícia gastronômica que até Netuno concordaria com o sabor divino deste pecado.

            Como prato principal, o “Clássico do Picuí”, uma porção de carne seca hiper generosa. Dois pedaços enormes de carne-de-sol de contrafilé que matam o apetite e a vontade de um exímio carnívoro.  Nas palavras do chef “a porção de carne seca é bem generosa mesmo! Ao estilo nordestino de comer. Se você não conseguir comer tudo eu vou entender”.

            Não preciso nem dizer que infelizmente, mesmo com toda a gula que me faz parte, não consegui devorá-las como um todo.

             A carne, de seca e salgada não me lembrava em nada às carnes nordestinas e à escassez da região. Era uma carne suculenta, ao ponto, úmida e temperada na medida.

            Para acompanhá-la um pirão de queijo coalho e crocante de macaxeira (uma fina lasca de mandioca). Uma combinação irresistivelmente saborosa e perfeita. O pirão de queijo coalho com textura aveludada, em que a cada garfada via-se o suave derretido do queijo.

            Não poderia me esquecer da mini porção tenra de feijão, que complementava todo sabor.

            Para finalizar, a esperada sobremesa. “Mix de Mini Sobremesas”.  Uma combinação múltiplas de aguçar os sentidos e adoçar o meu dia.

            Um trio que me lembrava ao forró típico da região: cocada de colher servida com sorvete de tapioca, sorvete de rapadura com mel de engenho e rapadura ralada, banana dourada na manteiga servida com creme de queijo e mel da flor do bugiu.

            Um orgasmo múltiplo de sensações e sabores em perfeita harmonia, davam o tom doce de cada nota musical com maestria.

            Ainda, para finalizar a sobremesa, um foundue sertaneja: doce de caju quente e cremoso com cubo de queijo manteiga. Talvez por ser uma fruta mais adstringente e de pouco hábito em meu cardápio, ao meu gosto, achei um pouco doce. Porém, nada que atrapalhasse de saboreá-lo, sendo lindo de se ver e degustar.

            E assim, deliciosamente feliz, termino a refeição e o post na certeza de que momentos de prazer como este são momentos de felicidade para minha alma e apetite.

            Comer bem é isso! É ser feliz em cada pedaço!

Maceió é Aqui!

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De acordo com os minhas aulas de geografia apimentadas com gastronomia, Maceió encontra-se na região Sudeste, ou melhor, é possível degustar um pouco de seus encantos culinários morando aqui em São Paulo.

Entre os dias 22 a 27 de outubro uma dupla (tipo arroz e feijão) misturou toda técnica, experiência e produtos regionais em um evento: o Dalva e Dito Picuí.

Os aclamados chefs Alex Atala e Wanderson Medeiros proporcionarão aos sortudos que estiverem em São Paulo preparações típicas. Medeiros é um dos criadores e adeptos da Nova Cozinha Nordestina. A carne de sol servida em seu restaurante é feita em sous vide (em francês, quer dizer “sob vácuo”, e refere-se a um método de cozinhar em embalagens plásticas seladas a vácuo em baixas temperaturas por um tempo maior que o tradicional).

Medeiros se instala na casa paulistana e apresenta um cardápio recheado de lembranças afetivas. Tem sorvete de rapadura (um marco na sua cozinha) e os pastéis da Dona Inácia, até hoje fabricados manualmente por sua mãe. Eles serão servidos nas cuscuzeiras de barro feitas por dona Marinalva, última artesã do quilombo de Muquém, em Alagoas.

O menu será composto por uma sequência com entrada, pratos principais e mix de mini sobremesas e custará R$ 80 no almoço e R$ 110 no jantar.

Tem mais, quem quiser levar pra casa um pedaço desta experiência gastronômica poderá comprar uma das 20 cuscuzeiras que o chef vai colocar à venda no mercadinho do Dalva e Dito (dez usadas durante o evento) e custarão R$ 40.

O evento acontece no Restaurante Dalva e Dito Convida Picuí

No Almoço (R$80,00)

Pastéis da Dona Inácia: mini-pastéis de carne seca e de camarão com molho de pitanga com pimenta dedo de moça servidos em cuscuzeira de barro;

Siri Perfumado: siri de coral catado e refogado com azeite , alho, cebola e pimentões. Finalizado com pimentas, leite e água de coco e servido sobre purê de batata doce aromatizado com folhas de hortelã;

Clássico do Picuí: tradicional carne-de-sol de contra-filé servida alta e suculenta, acompanhada de pirão de queijo de coalho e crocante de macaxeira;

Mix de mini sobremesas – fondue sertaneja: doce de caju quente e cremoso com cubo de queijo manteiga gelado; sorvete de rapadura: sorvete caseiro de rapadura com mel de engenho e rapadura ralada; cocada de colher: cocada cremosa servida com sorvete de tapioca e fio de mel de engenho; cartolinha: banana dourada na manteiga servida com creme de queijo e mel da flor do bugiu.

No Jantar (R$110,00)

Pastéis da Dona Inácia: mini-pastéis de carne seca e de camarão com molho de pitanga com pimenta dedo de moça servidos em cuscuzeira de barro;

Coalho em chamas: queijo coalho dourado na manteiga de garrafa e suco de laranja, servido com tomates secos e folhas de manjericão flambado à mesa com licor de laranja e toque de cachaça;

Siri Perfumado: siri de coral catado e refogado com azeite , alho, cebola e pimentões. Finalizado com pimentas, leite e água de coco e servido sobre purê de batata doce aromatizado com folhas de hortelã;

Surubim ao molho de Sururu: sururu fresco e catado, refogado em leite e água de coco servido sobre surubim cozido lentamente com ervas e acompanhado com farofa de banana e arroz de castanha de caju;

Magret de sol do Chef: magret curado com sal fino e finalizado com manteiga de garrafa caseira e servido sobre mouseline de macaxeira, mandioquinha e beterraba;

Mix de mini sobremesas – fondue sertaneja: doce de caju quente e cremoso com cubo de queijo manteiga gelado; sorvete de rapadura: sorvete caseiro de rapadura com mel de engenho e rapadura ralada; cocada de colher: cocada cremosa servida com sorvete de tapioca e fio de mel de engenho; cartolinha: banana dourada na manteiga servida com creme de queijo e mel da flor do bugiu.

Delicie-se!

Dalva e Dito Convida Picuí

Quando: 22 a 27/10

Onde: Rua Padre João Manuel, 1115, Jardim Paulista

Tel: (11) 3068-4444

Muito Além do Peso

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Acontece em São Paulo a 36ª Mostra Internacional de Cinema. Entre os filmes destaca-se o documentário “Muito Além do Peso”.

O filme discute por que 33% das crianças brasileiras encontram-se acima do peso, promovendo uma discussão sobre a obesidade infantil.

Crianças que apresentam doenças de adultos e números alarmantes que transbordam da tela em um jogo de responsabilidade entre estado, família, escola, publicidade e indústria alimentícia.

O documentário foi filmado em várias regiões do Brasil e dos Estados Unidos,reunindo os maiores especialistas da área.

Quando?

Segunda 29/10 17h40  Cinema: Livraria Cultura Sala 1