Um Brinde à Vida!

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Em que momentos nos deleitamos com os brindes?

Na história, o ato de brindar se difere por épocas e acontecimentos.

Na Grécia, por exemplo, o anfitrião bebia do mesmo vinho que os convidados. Mas, o brindar das taças selava esse delicioso elo de confiança como prova de que a bebida não estaria envenenada.

Outra explicação existente se deve ao fato de naquele tempo não existir métodos de conservação e então, o ato de brindar, era uma celebração da vida, já que as condições precárias de armazenamento dos alimentos e das bebidas poderiam favorecer o surgimento de doenças.

Há ainda aqueles que defendam a teoria de que o vinho (na Grécia) era um néctar dos deuses e, por isso, sempre antes de degustá-lo as pessoas elevavam as taças para o alto como forma de agradecer aos deuses pelo desfrute daquele momento.

Muitas são as explicações possíveis para o surgimento do brinde.

Para mim, “o brindar” envolve mais sabores e prazeres. Desperta, também,  os sentidos: a audição (o tim tim das taças), o tato (todo o comportamento que criamos com a bebida, desde o momento que abrimos a garrafa até a sua disposição nas taças), o olfato (cada bebida apresenta aromas e sabores que despertam nossos prazeres mais íntimos), a visão (suas cores em diferentes tons e matizes) e  o paladar (esse sim, responsável pelo sabor em si. Despertando as papilas gustativas a se deliciarem em cada aroma experimentado).

Brindar é celebrar é comemorar. E, comemorar é memorar junto, é relembrar do passado a partir do momento presente. Brindar é compartilhar de momentos de felicidade, é fazer juras de amor eterno, é selar acordos e compromissos, é se precaver em nunca ter sete anos de azar ou sete anos sem “namorar”.

O fim de ano se aproxima e tenho certeza de que o “brindar” de cada um estará repleto de pedidos, promessas, novas juras de amor …

Espero que o meu brindar continue a ressoar “tim tins” às notas deste “Mar de Gente”: Brindo a casa, Brindo a Vida, Meus amores, Minha Família!

Um brinde a você. Um brinde à vida!

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Degustando Picuí

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  Antes de mais nada gostaria de deixar bem claro que não sou nenhuma crítica em gastronomia. Sou, apenas, apreciadora do bem comer e dos prazeres que ela me proporciona.

            Em meu blog sempre divulgo eventos interessantes que são de abrir o apetite. Porém, nem sempre consigo saboreá-los.

            Impedindo que esta estatística (a de não me deliciar com os eventos gastronômicos nos locais onde me encontro) permanecesse estática, resolvi me deliciar no Evento Dito e Dalva Picuí oferecido pelos chefs Medeiros e Atala, conforme post Maceió é Aqui!

            Tudo começou com o agendamento e reserva da mesa. Para minha surpresa as mesas para os jantares do dia 21 e 22 de outubro já estavam esgotadas. Acabei optando pelo almoço.

            Ao chegar fui recebida por Juan Corbalán, o assessor de Medeiros. Conversamos um pouco sobre o trabalho do chef, que em seguida me deixou à vontade para o deleite que iniciaria em seguida.

            A proposta do chef Wanderson Medeiros é o resgate da tradicional comida nordestina. De maneira sofisticada, leve e extremamente saborosa ele traz o nordeste em pedaços, conceituando-o como Nova Cozinha Nordestina.

            O menu degustação iniciou-se com uma entrada regada a pastéis da “Dona Inácia” (homenagem à mãe do chef). Eram três mini-pastéis: carne, queijo e camarão, acompanhados de molho de pitanga com pimenta dedo de moça, servidos em cuscuzeira artesanal.

            Por sugestão do chef, o ideal era dar a primeira mordida de cada pastel sem mergulhá-los no suave molho agridoce.

            Confesso que os pastéis estavam tão sequinhos e frescos e mais, super recheados, que se não tomasse todo o cuidado com a gula e tentação seria capaz de devorá-los em uma única mordida.

            A apresentação em si, um mimo. A cuscuzeira artesanal dava todo o toque final, remetendo ao comer caseiro, ao comfort food (comida que acalenta e tem sabor e cheiro de comida caseira, despertando todos os sentidos).

            As cuscuzeiras encontravam-se originalmente intactas, apresentando até o nome e emblema dos produtores onde foram fabricadas. Vale lembrar que elas se encontraram à venda, durante todo o evento.

            Em seguida fui agraciada pelo “Siri Perfumado”. Este, na minha opinião foi o mais surpreendente pela combinação e explosão de sabores. Uma carne de siri extremamente desfiada, úmida, levemente apimentada e super aromatizada pela água de coco e pelo azeite. Este saboroso pedacinho do mar encontrava-se sobreposto a um purê de batatas doce e com um leve toque de hortelã, incrivelmente saboroso! Uma delícia gastronômica que até Netuno concordaria com o sabor divino deste pecado.

            Como prato principal, o “Clássico do Picuí”, uma porção de carne seca hiper generosa. Dois pedaços enormes de carne-de-sol de contrafilé que matam o apetite e a vontade de um exímio carnívoro.  Nas palavras do chef “a porção de carne seca é bem generosa mesmo! Ao estilo nordestino de comer. Se você não conseguir comer tudo eu vou entender”.

            Não preciso nem dizer que infelizmente, mesmo com toda a gula que me faz parte, não consegui devorá-las como um todo.

             A carne, de seca e salgada não me lembrava em nada às carnes nordestinas e à escassez da região. Era uma carne suculenta, ao ponto, úmida e temperada na medida.

            Para acompanhá-la um pirão de queijo coalho e crocante de macaxeira (uma fina lasca de mandioca). Uma combinação irresistivelmente saborosa e perfeita. O pirão de queijo coalho com textura aveludada, em que a cada garfada via-se o suave derretido do queijo.

            Não poderia me esquecer da mini porção tenra de feijão, que complementava todo sabor.

            Para finalizar, a esperada sobremesa. “Mix de Mini Sobremesas”.  Uma combinação múltiplas de aguçar os sentidos e adoçar o meu dia.

            Um trio que me lembrava ao forró típico da região: cocada de colher servida com sorvete de tapioca, sorvete de rapadura com mel de engenho e rapadura ralada, banana dourada na manteiga servida com creme de queijo e mel da flor do bugiu.

            Um orgasmo múltiplo de sensações e sabores em perfeita harmonia, davam o tom doce de cada nota musical com maestria.

            Ainda, para finalizar a sobremesa, um foundue sertaneja: doce de caju quente e cremoso com cubo de queijo manteiga. Talvez por ser uma fruta mais adstringente e de pouco hábito em meu cardápio, ao meu gosto, achei um pouco doce. Porém, nada que atrapalhasse de saboreá-lo, sendo lindo de se ver e degustar.

            E assim, deliciosamente feliz, termino a refeição e o post na certeza de que momentos de prazer como este são momentos de felicidade para minha alma e apetite.

            Comer bem é isso! É ser feliz em cada pedaço!